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		<title><![CDATA[LiveRUN - Seção: Entrevistas]]></title>
		<link><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br]]></link>
		<description><![CDATA[]]></description>
		<language>pt-br</language>
		<image>
			<title><![CDATA[LiveRUN]]></title>
			<url><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/blog/liverun.blogtv.uol.com.br/content/blogtv.gif]]></url>
			<link><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br]]></link>
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		<item>
			<title><![CDATA[Entrevista LiveRUN - Rodrigo Carneiro,Velocità]]></title>
			<link><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/02/08/entrevista-liverun--rodrigo-carneirovelocita]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Entrevistas</a></div>			<div>Postado em 8/2/2008 11:30 por Rodney Peixoto</div><br/>		<p><p><img height="267" alt="" width="400" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2008/Janeiro/Teste_de_pisada.gif" /></p>
<p>Estabelecida há mais de uma década na cidade de São Paulo, onde possui 2 unidades, a <strong>Velocità </strong>é uma loja fundada por corredores para corredores, sob o conceito da especialização que faz a diferença na hora de adquirir produtos para a prática esportiva. Atuando também na internet (www.velocita.com.br) , a Velocità tem auxiliado o atleta amador a aprimorar suas passadas,começando por conhecer seu tipo de pisada.&nbsp; Entrevistamos <strong>Rodrigo Carneiro</strong>, Diretor Técnico da Velocità, que destaca a necessidade de informação qualificada para atender a demanda crescente de corredores no Brasil. <br /><br /><strong>1. LiveRUN: Há quanto tempo existe a Velocità? <br /></strong><em>Rodrigo</em>: Estamos no mercado há 12 anos. Nossa primeira loja foi inaugurada nos Jardins, em São Paulo, em 1996 com o nome SportNow! Com uma proposta bastante diferenciada para o varejo na época, a loja atuava no segmento multisports e reunia as melhores marcas do mercado esportivo em um ambiente moderno e inovador. Em 2004 abrimos nossa segunda loja, em Moema, já com o nome de Velocità. <br /><br /><strong>2. LiveRUN:Como surgiu a idéia de uma loja especializada para corredores? <br /></strong><em>Rodrigo</em>: Sempre atentos para o mercado esportivo e em nosso negócio, percebemos logo após a abertura da primeira loja uma grande transformação no segmento da corrida de rua. Os parques e ruas da cidade foram invadidos por caminhantes e corredores e o número de participantes nas provas aumentava significativamente, assim como a procura por produtos e equipamentos para a prática do esporte. Ao mesmo tempo, São Paulo não tinha uma loja especializada em corrida como já havia em outros estados. <br />A fim de atender a demanda de nossos clientes corredores, fomos naturalmente acompanhando o movimento da corrida. Como os sócios da empresa sempre praticaram o esporte e conhecem bem as necessidades e particularidades destes clientes e a especialização em corrida nunca foi encarada somente como um negócio, mas também como um prazer. <br /><br /><strong>3. LiveRUN: A Velocità tem sido parte integrante do mercado de corridas brasileiro nesses últimos anos. Qual a sua impressão sobre a evolução do esporte no Brasil? <br /></strong><em>Rodrigo</em>: A corrida de rua continua crescendo anualmente num ritmo mais forte de que a maioria dos esportes representativos. As marcas esportivas perceberam este movimento e vêm investindo em produtos e marketing como nunca. Até o final deste ano possivelmente haverá 2 marcas novas de tênis de corrida desembarcando no país. Muitas empresas das mais diversas indústrias perceberem que é interessante associar suas marcas a uma atividade física saudável e que estimula o convívio social como a corrida. Acho que nos próximos anos o mercado continuará crescendo. <br /><br /><strong>4. LiveRUN: Uma das informações cruciais para quem inicia a prática de corrida é o tipo de pisada. A Velocità fornece<em> este teste em suas lojas. Há necessidade de adquirir algum produto para fazer o teste nas lojas? <br /></em></strong><em>Rodrigo</em>: O teste é realizado gratuitamente em nossa loja da unidade de Moema. Vale e pena telefonar e agendar o teste, para evitar de encontrar o equipamento ocupado, ou em algum evento externo. <br /><br /><strong>5. LiveRUN: A Velocità possui lojas físicas na cidade de São Paulo, e uma loja virtual na internet. A loja virtual atende o corredor de todo o Brasil? <br /></strong><em>Rodrigo</em>: Sim. Há alguns anos atendemos corredores de todo o Brasil, levando para a internet o atendimento especializado das nossas lojas físicas. Mas além dos corredores que recebem diariamente nossos produtos pelos Correios, atendemos ainda mais clientes através de e-mail, com dúvidas dos mais diferentes tipos, de forma que encaramos nosso site como um canal para nos mantermos próximos de nossos clientes. <br /><br /><strong>6. LiveRUN: O conceito de loja especializada em corrida é interessante por contar com atendentes que também são corredores, a troca de experiências é real e o cliente se sente mais seguro ao adquirir produtos nestas condições. Os vendedores da Velocità são corredores? <br /></strong><em>Rodrigo</em>: Há um bom tempo a grande maioria dos nossos vendedores e executivos praticam corrida. Acreditamos que viver, sentir e pensar como um corredor é muito importante para o atendimento especializado. A maior parte treina com assessoria esportiva, e periodicamente participamos de provas como outras empresas vêm fazendo. <br /><br /><strong>7. LiveRUN: A Velocità possui uma marca própria de produtos. Como é feito o desenvolvimento destes produtos? </strong><em>Rodrigo</em>: A marca própria ainda é um projeto novo, mas estamos felizes com a opinião dos nossos clientes que usaram e avaliaram os primeiros produtos. Procuramos desenvolver produtos funcionais com tecidos tecnológicos, pensando no conforto e praticidade do corredor. O top, por exemplo, foi projetado para oferecer boa sustentação para as mulheres, e temos um shorts com diversos bolsos para carregar suplementos e acessórios, ideal para treinos e provas longas. E antes de colocar o produto no mercado, testamos pessoalmente! <br /><br /><strong>8. LiveRUN: Algum plano de levar unidades da Velocità a outras cidades? <br /></strong><em>Rodrigo</em>: Freqüentemente recebemos consultas de clientes de outras cidades e estados neste sentido, incluindo alguns candidatos espontâneos a franqueados. Nós acreditamos que o varejo especializado em corrida ainda tem muito a crescer pelo país, mas ao mesmo tempo queremos dar um passo nessa direção com consistência. Por isso vamos trabalhar em 2008 para reforçar nossa presença em São Paulo com novas lojas na cidade, ao mesmo tempo que desenvolvemos o plano de abrir unidades fora de São Paulo. <br /><br /><strong>9. LiveRUN: A Velocità tem algum plano de patrocinar atletas de alguma maneira? E corridas de rua? <br /></strong><em>Rodrigo</em>: Nós sempre tivemos planos nessa direção, mas nunca conseguimos fechar a conta. O resultado é que procuramos investir em ações que possam beneficiar o maior número de corredores de ponta, sem condições financeiras para treinar. Foi o que começamos no ano passado, aceitando monitores cardíacos usados como parte do pagamento de um monitor novo. Nós revisamos os equipamentos que recebemos dos clientes, e já atendemos cerca de 30 atletas vinculados a grupos de corrida que são nossos parceiros. E nesse ano vamos fazer ainda mais, mantendo essa ação de troca de monitores e desenvolvendo novas ações. </p>
<p><br /><strong>10. LiveRUN: Na sua opinião, o crescimento do esporte no Brasil tem sido acompanhado por uma busca de informação qualificada na hora de adquirir produtos de corrida? <br /></strong><em>Rodrigo</em>: Sim, mas a oferta de informação qualificada infelizmente não cresce na mesma proporção. Ainda são poucas as fontes confiáveis e independentes de informação no Brasil. Ainda há muito espaço para melhorar nesta área. E a internet têm sido uma aliada nessa direção. Eu pude, por exemplo, acompanhar a jornada de 50 maratonas em 50 dias do Dean Karnazes (<strong>entrevistado pelo LiveRUN,</strong> <a target="_blank" href="http://liverun.blogtvbrasil.com.br/2007/10/03/exclusivo--entrevista-com-dean-karnazes">aqui</a>), nos 50 estados americanos, através de um blog. Estamos aqui conversando sobre corrida, e muita gente vai poder ter acesso a esta informação. Também sou otimista, e acho que esta situação vai se reverter. E estamos trabalhando para isso! <br /><br /><img height="267" width="400" alt="" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2008/Janeiro/loja8.gif" /></p></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/02/08/entrevista-liverun--rodrigo-carneirovelocita">Permalink</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=29961">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/02/08/entrevista-liverun--rodrigo-carneirovelocita#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[rodney.peixoto@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
			<comments><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/02/08/entrevista-liverun--rodrigo-carneirovelocita]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Fri, 08 Feb 2008 11:30:00 GMT]]></pubDate>
			<guid><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/02/08/entrevista-liverun--rodrigo-carneirovelocita]]></guid>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Entrevista - Vanessa Delavy, Cia Athletica]]></title>
			<link><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/01/23/entrevista--vanessa-delavy-cia-athletica]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Entrevistas</a></div>			<div>Postado em 23/1/2008 11:15 por Rodney Peixoto</div><br/>		<p><p><img height="300" alt="" width="400" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2008/Janeiro/ciaathletica01.jpg" /></p>
<p>A <strong>Cia Athletica</strong> é uma das academias mais conceituadas do país, e como não poderia deixar de ser, possui um programa específico para preparar corredores, de todos os níveis. <br />Conversamos com a professora Vanessa Delavy, Coordenadora do Grupo de Corridas Cia Athletica SP, que explicou como a academia trabalha a preparação de seus alunos corredores. <br /><br /><br />1. <em>LiveRUN:Há quanto tempo existe o Grupo de Corrida Cia Athletica</em>? <br />Vanessa:Aproximadamente 4 anos, mas durante este período passamos por reestruturações. <br /><br />2. <em>LiveRUN:Quais são os procedimentos iniciais</em> <em>tomados com os inscritos no grupo</em>? <br />Vanessa:Variam conforme as unidades. <br />Na maioria, os alunos são encaminhados para o professor (líder) responsável, este professor fará uma prévia avaliação do aluno para saber como está seu nível de condicionamento, qual o seu objetivo, metas...passando esta fase inicial, o professor acompanhará os treinos deste aluno, mantendo sempre o foco nas metas e adequando os treinos para que ele alcance os seus objetivos com segurança e muita motivação. <br />Em algumas unidades da Cia Athletica temos o programa CardioFit, o aluno agenda um treino de cardiofit no balcão da musculação, o professor de cardio irá avaliá-lo para definir as zonas de treinamento adequadas, posteriormente monta uma planilha com os treinos da semana, esta planilha dura em média um mês, variando sempre o treino de forma progressiva, o aluno consegue evoluir nas corridas com um excelente acompanhamento. Estes treinos são realizados nas esteiras da academia. <br /><br />3. <em>LiveRUN:O Grupo de Corridas Cia Athletica</em> <em>existe em quais cidades</em>? <br />Vanessa:Nós temos Grupo de Corrida em todas as unidades da rede, num total de 13 unidades. Inclusive fazemos um intercâmbio entre os nossos alunos, atendemos aqui em SP alunos do interior, do sul, Manaus, RJ, BH etc, é muito bacana. Na medida do possível tentamos padronizar a estrutura e o atendimento em dias de prova. Mas sempre todos são muito bem recebidos e atendidos pelos profissionais de corrida da rede. <br /><br />4. <em>LiveRUN:Os corredores interessados em ingressar no Grupo Cia Athletica de Corrida precisam estar matriculados na academia</em> <em>ou podem se inscrever somente</em> <em>para correr</em>? <br />Vanessa:Sim, é preciso ser matriculado em uma de nossas 13 unidades. Mas sempre surge nos dias de prova, um amigo de aluno, parente...são sempre bem-vindos é claro. <br /><br /><img height="300" alt="" width="400" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2008/Janeiro/ciaathletica02.jpg" /></p>
<p>5. <em>LiveRUN:Qual é a infra-estrutura do grupo</em> <em>para participação de provas</em>? <br />Vanessa:Nos dias de corrida nós montamos uma tenda bem sinalizada com o logotipo da Cia Athletica, através dela nós oferecemos: <br /><br />Estrutura física <br /><br />- Guarda-volumes;&nbsp;<br />- &nbsp;Kit de primeiros socorros;&nbsp;<br />- &nbsp;Colchonetes para alongamento e massagem; <br />-&nbsp; Isotônicos (gatorade); <br />- Água; <br />- Barras de cereais, pães, torrones e frutas. <br /><br />Recursos Humanos <br /><br />- Cada unidade é representada por seu líder de corrida, este os acompanha em todas as provas do calendário oficial da Cia, se o grupo for muito grande levamos estagiários também; ou seja, em cada corrida existe pelo menos um professor por unidade; <br />- 01 assistente de corrida, hoje temos a Lílian Palma; <br />- 01 assistente e massoterapeuta, hoje temos a Ana Lucia Ribeiro na equipe; <br />- 01 coordenadora de corridas, hoje sou eu a responsável pela estrutura Cia Athletica de Corridas em São Paulo e interior. <br /><br /><br />6. <em>LiveRUN:O Grupo de Corridas Cia Athletica patrocina</em> <em>algum corredor profissional</em>? <br />Vanessa:Oficialmente não, mas temos em algumas unidades atletas que são bolsistas e contam com todo o apoio da unidade local. <br /><br />7. <em>LiveRUN:Os corredores que não possuem experiência alguma com corridas são orientados em assuntos como nutrição, tipo de pisada</em>, <em>hidratação, exercícios educativos</em>, <em>etc</em>.? <br />Vanessa:Todos os alunos da Cia são orientados para os departamentos de nutrição, fisiologia do exercício (responsável pelos testes de aptidão cardiorespiratória, porcentagem de gordura, avaliação postural, flexibilidade etc) estes departamentos são terceirizados, mas todos seguem o mesmo padrão no atendimento e métodos utilizados. <br />Durante os próprios treinos na academia os alunos são abordados pelos professores de sala, este faz as devidas correções posturais e técnicas de corrida. <br />Na semana que antecede a prova de corrida, os alunos recebem um e-mail informativo com dicas gerais e específicas. <br />Dicas gerais &ndash; ex.: não estrear tênis na corrida, dormir bem na noite anterior à prova, respeitar o seu ritmo e não o ritmo do vizinho de corrida..etc. <br />Dicas específicas &ndash; ex.: em determinado trecho da prova reduzir o ritmo, inclinar menos o tronco, elevar mais os calcanhares..etc. <br />Além do material fornecido sobre hidratação e alimentação pré e pós prova, fornecido pela nossa nutricionista. <br /><br />8. <em>LiveRUN:Há alguma avaliação periódica de</em> <em>desempenho</em>? <br />Vanessa:Através da própria participação dos alunos nas corridas fazemos as adequações nos treinos e na periodização deles. Vamos de acordo com o nosso calendário, objetivos do aluno e desempenho deles nas provas e treinos da academia. Sempre buscando a evolução com segurança. <br /></p>
<p>9. <em>LiveRUN:Como funciona a avaliação inicial de um estreante</em> <em>no grupo</em>? <br />Vanessa:Através de uma conversa começamos a definir o perfil do aluno, se ele já corre..se nunca correu, se é sedentário ou não, se tem algum problema articular, por que ele quer correr, se já corre: que provas ele já fez, como se saiu...quantas vezes treina por semana, se pretende fazer alguma prova ou não...qual? onde treina?...passando esta definição de perfil, caso o aluno já tenha em mãos a avaliação física basta elaborar os treinos de acordo com o objetivo dele. Se ele não tiver a avaliação fazemos o teste na esteira, mas este é de acordo com a escala subjetiva de esforço. O ideal é trazer um teste realizado pelo médico ou avaliador físico. Com definição do limiar aeróbio e anaeróbio, VOmáx. etc. <br /><br />10. <em>LiveRUN:Onde ocorrem os treinos do Grupo de</em> <em>Corridas Cia Athletica</em>? <br />Vanessa:A maioria dos treinos é realizada nas próprias unidades, em algumas temos aulas de Running Class, que são feitas nas esteiras ou na pista de corrida da unidade. Existem alguns treinos externos de final de semana, e em 2008 queremos ampliar mais estes treinos com educativos, treinos específicos etc. provavelmente será feito na Cidade Universitária (USP); <br /><br />11. <em>LiveRUN:Como são elaboradas as</em> <em>planilhas dos treinos dos corredores</em>? <br />Vanessa:Com a definição do nível de condicionamento físico do aluno fica mais fácil. <br />Temos 03 padrões: iniciantes, intermediários e avançados <br />Encaixando ele em um dos 3, definimos quantas vezes por semana ele irá treinar, qual a duração do treino e qual a intensidade. <br />Geralmente a base é feita com treinos contínuos e intervalados. <br />Respeitando o objetivo do aluno sempre. <br /><br />12. <em>LiveRUN:O Grupo de Corridas Cia Athletica prepara atletas de todos os niveis (5k, 10K, meia maratona, maratona, ultra, triathlon)</em>? <br />Vanessa:Sim, além dos que nunca correram e querem começar a correr. Hoje nós podemos nos orgulhar de ter um grupo tão diversificado na rede. <br />Temos os que começaram com provas de 5km e hoje praticam triathlon, maratonas...mas todos são bem vindos. <br />O calendário é elaborado com muito cuidado para que nenhum aluno fique de fora, sempre mantemos provas de curta,média e longa distância. <br /><br /><strong>Vanessa Delavy</strong> - Cref: 42983G/SP <br />www.ciaathletica.com.br <br />grupodecorrida@ciaathletica.com.br <br />Graduada em Educação Física (UNISA) <br />Professora e Coordenadora do Grupo de corridas da academia Cia Athletica - SP <br /><br /><br /><img height="300" alt="" width="400" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2008/Janeiro/ciaathletica03.jpg" /></p></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/01/23/entrevista--vanessa-delavy-cia-athletica">Permalink</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=28441">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/01/23/entrevista--vanessa-delavy-cia-athletica#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[rodney.peixoto@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
			<comments><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/01/23/entrevista--vanessa-delavy-cia-athletica]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Wed, 23 Jan 2008 11:15:00 GMT]]></pubDate>
			<guid><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2008/01/23/entrevista--vanessa-delavy-cia-athletica]]></guid>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Exclusivo - Entrevista com Valmir Nunes]]></title>
			<link><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/11/15/exclusivo--entrevista-com-valmir-nunes]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Entrevistas</a></div>			<div>Postado em 15/11/2007 12:30 por Rodney Peixoto</div><br/>		<p><p><img height="300" alt="" width="400" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2007/Outubro/valmir_badwater_entrevista.jpg" /></p>
<p>Valmir Nunes concedeu uma entrevista exclusiva ao LiveRUN, falando de suas conquistas recentes e de particularidades de sua vida de ultramatonista. <br /><br /><strong>1. LiveRUN: Quando você iniciou em ultramaratonas, e como foi esse início? <br /></strong><br />Valmir Nunes: Em junho de 1990 em Minas, Uberaba, 100 km, onde venci com 7h15min. Foi difícil mais o amor pela ultra me fez suportar tudo. Meu foco era só correr atrás dos meus sonhos. <br /><br /><strong>2. LiveRUN: Vamos falar da Badwater Ultramarathon. Essa ultra é considerada a mais difícil do mundo, pela temperatura, altimetria e altitude, e você não somente ganhou a competição como bateu o recorde da prova em mais de uma hora (os organizadores estimaram o tempo de chegada em 24-28 horas). Como foi sua adaptação local e os seus primeiros dias no deserto? Como foi a sua alimentação no dia anterior a largada da Badwater? <br /></strong><br />Valmir Nunes: Fiquei dez dias treinando no deserto. A alimentação foi com frutas, água, pão, café, arroz, batata frita, frango. <br /><br /><strong>3. LiveRUN: Qual foi a sua estratégia para vencer a Badwater ?</strong> <br /><br />Valmir Nunes: Fazer meu ritmo, não se preocupar com nada, só com a minha corrida. <br /><br /><strong>4. LiveRUN: Qual foi o momento da Badwater que você soube que ganharia, e qual foi a maior dificuldade enfrentada na prova? <br /></strong><br />Valmir Nunes: Depois da primeira subida de 15km contínuos, no km 95 senti que estava forte de cabeça, pernas, fôlego e ritmo. O tênis e minha equipe respondiam bem. O momento mais difícil foi as primeiras 4h, depois me superei, nos últimos 20km foi terrível, era uma montanha que subia de 1250m à 2500m, os últimos 17km tive caminhar e alternar com trotes minhas pernas incharam e vomitei. <br /><br /><strong>5. LiveRUN: A Badwater é famosa entre outras coisas por derreter tênis dos atletas no asfalto, além de fazer com que grande parte dos ultramaratonistas desista ou desmaie no meio do caminho. Quantos pares de tênis você usou pra finalizar a competição e como você suportou temperaturas de 50&deg; Celsius e chegou inteiro, como podemos ver no vídeo da prova? <br /></strong><br />Valmir Nunes: Eu corri só com um par de tênis da Brooks, modelo &ldquo;racer st&rdquo;, não tive nenhuma bolha e nem perdi nenhuma unha, fiz uma boa hidratação e tive um bom time comandado pelo Ely da Brooks, isso me deu confiança para correr bem. <br /><br /><strong>6. LiveRUN: Ter no currículo um recorde na Badwater, vitória na Spartathlon, bicampeonato mundial nos 100K,recordes mundiais e sul-americanos em 24Hrs e 100K dentre outros é ter o nome escrito no olimpo dos atletismo mundial. O seu recorde na Badwater foi destaque no mundo dos ultramaratonistas do mundo todo, mas principalmente nos Estados Unidos, pois você deixou pra trás os atletas locais conhecidos, como Dean Karnazes (que desmaiou na primeira tentativa e tem esse episódio como o pior da sua carreira de corredor). Falando português claro, os americanos ficaram de &quot;queixo caído&quot; com a sua vitória. Como você vê esse reconhecimento no exterior que não se estende ao Brasil? O que falta no Brasil para a ultramaratona ser mais conhecida, e os seus atletas também? <br /></strong><br />Valmir Nunes: No Brasil, a ultramaratona não tem tradição. No exterior esse tipo de prova é normal ha muitos anos, com muitos participantes de varias idades. Para a ultra crescer no Brasil, precisamos ter mais corridas de ultramaratona, bem organizadas. </p>
<p><img height="267" alt="" width="400" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2007/Outubro/Valmir_Badwater_entrevista2.jpg" /><br /><br /><strong>7. LiveRUN: Você é de Santos, litoral de São Paulo, e treina em altas temperaturas. Isso com certeza deve ter colaborado para o seu sucesso na Badwater, mas você já ganhou um titulo mundial em 1991, nos 100K de Nova York, em temperaturas muito baixas. Como você consegue correr com tamanha variedade de temperaturas e o que faz para manter-se confortável com essas variações. <br /></strong><br />Valmir Nunes: Treinar em Santos é muito difícil. A umidade, as altas temperaturas e o tipo de terreno, fazem com que o organismo adquira uma resistência muito grande, fazendo com que eu corra com qualquer clima. Apesar de eu preferir o calor para competir. <br /><br /><strong>8. LiveRUN: Falando no titulo de 1991 nos 100K, conte-nos como foi essa conquista. <br /></strong><br />Valmir Nunes: Foi dura. Eu havia vencido os 100km de Madri no mês de abril, com o tempo de 6h35min41 uma competição difícil pelo nível de atletas e pelo percurso duro. Bati o recorde da competição no mês de maio fui campeão do mundo na Itália nos 100km com 6h35min35 novo recorde. Logo depois fui chamado para correr o mundial na Itália, não ia,mas resolvi de última hora correr, desembarquei na cidade errada, cheguei de manhã na cidade de Faenza cidade da chegada da corrida. Fui com a organização para a cidade da largada no dia seguinte de manhã e a largada foi as 16:00hs em Firenze. Os primeiros 50km são quase todo em subida, passei com 3h32min, fechando os últimos 50km com 3h03min, correndo a prova para o tempo de 6h35min35. <br /><br /><strong>9. LiveRUN: Você é amigo de Scott Jurek, um dos principais nomes da ultramaratona mundial. Como é competir com ele, seu companheiro de equipe (ambos são patrocinados pela Brooks)? <br /></strong><br />Valmir Nunes: Por corrermos pela mesma equipe foi bom corrermos lado a lado, pensando no resultado da equipe. Em Sparta sempre procurarmos fazer um jogo de equipe para buscar-mos os primeiros colocados, corrermos juntos até o km 160, depois como já vinha da Badwater comecei a sentir o cansaço e dores. <br /><br /><strong>10. LiveRUN: Spartathlon, a corrida mais emblemática do mundo. Como foi a experiência de ser campeão da prova em 2001,e como foi participar em 2007. <br /></strong><br />Valmir Nunes: Ser campeão da Spartathlon é diferente, pelo valor histórico e importância mundial do evento. Foi fantástico! Em 2007, aceitei o convite do Scott, fiz uma boa prova apesar do cansaço e das dores. <br /><br /><strong>11. LiveRUN: Bater o recorde na Badwater e apenas 2 meses depois chegar em terceiro na Spartathlon é um feito sobre humano. Qual a preparação que um atleta precisa ter para chegar a esse nível? <br /></strong><br />Valmir Nunes: Eu como Ultramaratonista, estou acostumado a sempre me superar, devido ao meu volume de treinamento. O desafio sempre me estimula, ele me dá emoção que faz eu suportar as dores e o cansaço. È claro que a genética ajuda bastante, mas os treinos são muito importantes. <br /><br /><strong>12. LiveRUN: Qual a sua freqüência cardíaca correndo e em repouso?</strong> <br /><br />Valmir Nunes: Correndo é de 120 a 170 batimentos, mesmo em trabalho de areia e morros. <br />Em repouso de 30 a 40 batimentos. <br /><br /><strong>13. LiveRUN: Quais são as características dos seus treinos, intensidade, volume e velocidade? </strong><br /><br />Valmir Nunes: Corrida continua extensiva em areia e morros. Além da corrida continua variada. <br /><br /><strong>14. LiveRUN: Você além de ultramaratonista campeão é técnico de corridas. Qual o conselho do campeão/técnico Valmir Nunes para quem quiser correr desde uma corrida de 5K ate uma ultramaratona? <br /></strong><br />Valmir Nunes: O importante para todas as distâncias é ter acompanhamento de um médico esportivo e um profissional da área de educação física, além de uma boa nutricionista. <br /><br /><strong>15. LiveRUN: Quais os seus planos para 2008?</strong> <br /><br />Valmir Nunes: Depois de minha recuperação*, irei correr umas três a quatro competições que eu irei decidir no decorrer do ano. </p>
<p><img height="267" alt="" width="400" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2007/Outubro/Valmir_Badwater_entrevista3.jpg" /><br /><br />*Valmir Nunes vai se submeter a uma cirurgia em 22 de novembro.&nbsp;</p></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/11/15/exclusivo--entrevista-com-valmir-nunes">Permalink</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=20268">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/11/15/exclusivo--entrevista-com-valmir-nunes#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[rodney.peixoto@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
			<comments><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/11/15/exclusivo--entrevista-com-valmir-nunes]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Thu, 15 Nov 2007 12:30:00 GMT]]></pubDate>
			<guid><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/11/15/exclusivo--entrevista-com-valmir-nunes]]></guid>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Comrades Marathon - Relato de Ely Behar]]></title>
			<link><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/10/30/comrades-marathon--relato-de-ely-behar]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Entrevistas</a></div>			<div>Postado em 30/10/2007 14:13 por Rodney Peixoto</div><br/>		<p><p><img width="400" height="300" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2007/Outubro/ely_behar.jpg" alt="" /></p>
<p>O ultramaratonista <strong>Ely Behar</strong> é o diretor da Brooks no Brasil, e tem 2 Comrades no currículo. Ele compartilha com os leitores do <strong>LiveRUN</strong> sua experiência na <strong>Comrades Marathon 2007</strong>, com um ótimo e apaixonado texto sobre a famosa corrida. Após ler esse relato, a vontade de treinar é incontrolável! Parabéns Ely por essa grande conquista!</p>
<p><strong>COMRADES 2007 <br /><br />RESPEITO, HONRA e SENTIDO</strong> <br /><br />Foram inúmeros desafios e obstáculos que enfrentei para viver este momento tão intenso e a base de tudo está nestas 3 palavras que elegi como título para meu relato : </p>
<p><br />.RESPEITO : está ligada as palavras da minha equipe que vem cuidando da minha preparação há alguns anos, referenciando Sócrates que disse &ldquo;Conhece-te a ti mesmo; conhece as tuas forças e fraquezas; a tua relação com o universo; as tuas potencialidades; a tua herança espiritual; os teus objetivos e propósitos; avalia-te a ti mesmo&rdquo;, todo o trabalho do Ricardo Arap, Eduardo Alde, Fernanda Lima e Tubarão foi que aceitasse as minhas condições e limitações que estava enfrentando nos treinos para que pudesse respeitar meu corpo e pudesse dar um passo adiante para realização dos próximos objetivos. </p>
<p><br />.HONRA : meu amigo sul-africano, com 13 Comrades realizadas e guia para os corredores internacionais me disse : &ldquo;Ely, quando estiver correndo e avistar Durban, faltarão por volta de 7 km para completar o percurso, neste momento respire fundo, erga a cabeça e prepare-se para entrar no estádio com o peito estufado e muita honra e orgulho do seu feito, honra de um verdadeiro Comrades, guerreiro que bravamente percorreu este longo e árduo percurso com garra e determinação. Aproprie-se disto e cruze a linha de chegada&rdquo;. </p>
<p><br />.SENTIDO : como faz parte da evolução de qualquer pessoa, estava buscando entender o significado de enfrentar situações extremas como esta corrida, ou seja, o sentido disto tudo e resolvi tentar observar o que passava na minha cabeça durante a corrida e o que me levava a atingir meus objetivos, além da determinação e garra que tenho. Tive muito tempo para pensar o que tinha sentido ou não em minha vida, várias fichas caíram, mas o mais legal foi que a maior parte do tempo corria dentro de um espaço vazio, onde não havia medo, temor, dúvida....absolutamente nada, apenas eu comigo mesmo curtindo cada passo, cada metro avançado e com a certeza que correr é muito mais do que um meio para chegar em um objetivo, mas sim uma expressão da minha personalidade e do amor que tenho pela liberdade e desafios ! <br /></p></p>		<p><p>SHOSHOLOZA <br />&ldquo;Avançar, superar os obstáculos &ndash; expressão zulu&rdquo; <br /><br />São 5:15h am, faltam apenas 15 minutos para a largada da 82&ordf; Comrades, largando de Pietermaritzburg para Durban, sentido descida (downhill), quando começou a tocar a música Zulu Shosholoza, muito silêncio e ansiedade pela largada, em seguida uma breve saudação dos organizadores, início da música Carruagem de Fogo e o famoso Canto do Galo seguido do tiro oficial de largada. </p>
<p><br />Assim, começava minha Comrades, na qual estava participando pela segunda vez, mas sendo a primeira vez no sentido descida. Desde o começo estava muito concentrado e calmo, claro que a expectativa era muito grande, mas queria viver cada metro de forma consciente e sem extrapolar para que não sofresse no final. O percurso de descida é muito traiçoeiro, pois são 56km de descida, o que pode parecer fácil, mas conforme os quilômetros vão acumulando-se, o corpo passa a sofrer muito mais, principalmente os joelhos, devido ao esforço de &ldquo;brecar&rdquo; o corpo na descida. </p>
<p><br />Mesmo no downhill é necessário o respeito pelas Big Five, que são os grandes Morros, uma alusão aos 5 mais respeitados animais africanos : Polly Shortts, Inchanga, Botha&rsquo;s Hill, Fields Hill e Cowie&rsquo;s Hill. <br />Estava muito frio na largada, por volta de 6oC e todo o cuidado era pouco para aquecer o corpo nos primeiros 20km, sendo que já após 8 km enfrentei a primeira grande descida que é a Polly Shortts, sempre com a preocupação de manter meu ritmo constante e monitorando o tempo para conseguir completar abaixo de 9h, que era meu objetivo otimista. Ao completar esta longa descida, já era possível observar os primeiros raios de sol aparecendo e clareando o percurso, mas o frio ainda era muito intenso. <br />Meu corpo estava respondendo bem, mesmo a minha preocupação com meu joelho esquerdo estava sob controle, apesar de uma dor leve, nada muito forte. A corrida estava transcorrendo bem, o sol já tinha firmado e a temperatura começou a subir, para minha alegria, assim já pude começar a liberar peso, tirando meu moleton e dando-o para uma criança que estava na beira da estrada assistindo a corrida. Neste exato momento, percebo um &ldquo;ônibus&rdquo; (grupo de corredores liderados por um marcador de ritmo para chegar em um determinado horário) passando por mim, mal começou a corrida e o sub-9 já vinha pedindo espaço, no momento até sai um pouco da minha corrida, mas deixei-o passar e continuei na minha estratégia, pois apesar de estar um pouco mais lento, estava no máximo uns 4 minutos acima do tempo para completar abaixo de 9 h, até aí nenhum problema para compensar na segunda metade da corrida, que diziam ser com mais descida ainda. </p>
<p><br />Várias pequenas subidas e fortes descidas, já estava chegando no km 30 quando chegou Inchanga, este é um momento muito intenso da corrida, pois no sentido de subida é um divisor de águas, devido sua imponência e distância, mas no sentido de descida é traiçoeiro, pois tem uma forte descida, mais uma seqüência muito íngreme e longa de subidas, enganando pelo fato de muitos corredores não respeitarem e só correrem por estarem descansados, já que ainda estamos apenas completando 1/3 da corrida. Eu preferi ser mais conservador e andei durante 3 minutos para poupar o máximo de energia para o final. O que ajuda muito é que tem muita festa nos postos de abastecimentos, principalmente neste trecho.</p>
<p>Apesar de manter meu ritmo, sinto que meu corpo já estava começando a sentir o esforço um pouco mais cedo que o normal, pois já estava chegando no Halfway, ou seja, na metade da corrida, estava a mais de 10 minutos além do meu tempo previsto e para piorar, assim que cruzei a metade, o &ldquo;ônibus sub-10&rdquo; passou por mim, achei muito estranho ainda pelo fato que pelo meus cálculos cruzei o halfway 11 minutos acima do tempo ideal para o sub-9, então procurei focar-me totalmente na minha corrida e aceitar que independente do resultado meu objetivo não era o tempo que iria conseguir e sim tudo que estava vivenciando, o momento, a experiência de simplesmente viver o presente, sentir cada passada como se fosse única. <br />Logo em seguida, já estava passando pelo famoso Arthur&rsquo;s seat e aproveitei para deixar uma flor e dizer em alto e bom tom : Good Morning Arthur, que é uma tradição da Comrades e com isto conseguir uma benção deste famoso corredor. Nem mesmo passei pelo Arthur&rsquo;s seat, já pude avistar o Wall of Honour, um grande muro com várias pedras com o nome de diversos corredores que já completaram de forma honrosa a Comrades e meu nome já estava lá, foi uma sensação muito única e energizadora, pois eternamente farei parte da História da Comrades. <br />O terceiro e temido Botha&rsquo;s Hill já aproximava-se e nos momentos de subida já vinha alternando corrida com caminhada, mas sempre de forma cronometrada para impedir que meu corpo ficasse relaxado de mais para voltar a correr, mas respeitando-o o suficiente para que mantivesse minhas energias equilibradas para completar a corrida. </p>
<p><br />Vários corredores sul-africanos passavam por mim e me agradeciam por estar correndo no país deles, era muito mais que um cumprimento formal, mas um gesto de muito carinho e consideração, realmente nobre e que mostrava o quanto respeitam nós corredores internacionais que temos que abrir mão de várias coisas e de nosso tempo para poder estar vivenciando uma corrida em um lugar tão distante como a África do Sul. <br />Já próximo do km 60, tinha certeza que apesar de ainda ser possível chegar abaixo de 9h, sabia que teria que forçar muito meu corpo, podendo colocá-lo em um fadiga muito grande para continuar meus treinamentos em seguida, além do risco de uma lesão. Mesmo com este pensamento e consciência sabia que meu corpo dava sinais claros que já tinha absorvido todas as dores e cansaço, possibilitando que puxasse mais o ritmo e avançasse de forma firme e segura. Comecei a concentrar-me totalmente, buscando não interagir muito com o público e sim vivenciar o meu silêncio e meus conselheiros, digo conselheiros, pois neste momento escutava a voz de todos dizendo para ir adiante, continuar a correr e, principalmente, não focar-me no sofrimento. Este era um sofrimento positivo, um esforço seguido do forte impacto durante as descidas que fazia as pernas e os músculos fadigarem cada vez mais. Sentia cada vez mais uma forte força, puxando-me para correr, correr de forma livre, como estivesse num campo aberto de abraços abertos e totalmente livre, uma sensação única e intensa. Já sentia os quilômetros passando, sem preocupação e controle, não estava focado neles e sim na minha corrida, nos meus pensamentos, que apesar de estar num vazio, na verdade estava em contato comigo de uma forma muito profunda, serena e plena. <br />Fui avançando e passando por centenas e centenas de corredores, já que nas descidas íngremes e subidas, quase que a maioria já alternava caminhada e corrida, mas eu conseguia só correr e correr, estava mais forte do que nunca. Por volta do km 65 passei pelo ônibus sub-10 e fui embora não tive nem tempo de curtir um pouco a animação do mesmo, apenas passei, admirei com todo respeito e parti para enfrentar o quarto grande morro que é o Fields Hill, a sua imensa descida que parece um grande alívio, na verdade é um grande perigo, pois não é um ponto para recuperar o tempo e sim gerenciar a energia que ainda resta, se houver. Apesar de todas precauções, não tive dúvida em apertar o ritmo, algo dentro de mim dizia para não ter medo e que meu corpo estava preparado para este sofrimento, assim fui correndo e correndo muito, mesmo com o risco calculado de ter que &ldquo;pagar&rdquo; por isto mais na frente quando viesse o último morro : Cowies Hill. </p>
<p><br />O Cowies Hill representa o ponto de exaustão da corrida, pois tem se a vista da cidade de Durban, mas ainda faltam 18 km para conclusão da prova. Neste momento, só me lembro que perguntei para um corredor se ainda faltava algum Big Five pela frente e disse que era o último, mas que ainda haviam subidas pela frente, nem sei o motivo da minha pergunta, talvez por estar um pouco deslocado do percurso e concentrado nos meus pensamentos. No momento que entrei na estrada final, faltando apenas 12 km só lembro todas as palavras do Ricardo Arap (meu mestre e treinador) sobre o desafio e a importância de darmos um passo adiante e o quanto estava agradecido por ter tido a oportunidade de estar correndo naquele momento, daquela forma e intensidade. Foram 7 km seguidos que fiquei extremamente emocionando, chorando de alegria e prazer, estava realizado mesmo sem ter completado ainda a prova, mas tinha conseguido me apropriar de cada momento, cada quilômetro e, principalmente, de cada situação que passei e me fez amadurecer para que conseguisse estar correndo sem estar preso a um objetivo mensurável e sujeito a comparações. </p>
<p><br />Aproximando-me do km 84, já estava praticamente entrando na cidade e de peito estufado, com o orgulho de um verdadeiro Comrades aguardando a minha coroação, fruto de minha dedicação, garra, amor e determinação, cada voz ecoada pelo público impulsionando e parabenizando-me por esta conquista. Assim que entro na cidade após alguns metros avisto a reta final que dará lugar ao grande Estádio imponente, com milhares de pessoas aguardando os bravos guerreiros. Acabo de passar pela marcação do último quilômetro, muitas palmas e aproveito para hastear minha pequena bandeira, mas coloco-a no peito, pois antes de tudo sou brasileiro e não de forma patriota, mas sim representando todos os 49 brasileiros que participaram e dedicaram-se durante vários meses para estarem participando deste grande desafio. Assim que avisto a entrada do Estádio, a emoção é muito grande, chegou o grande momento, piso na grama e logo pego a grande bandeira brasileira com o meu amigo Nato e faço questão de hasteá-la bem alta e berrar diversas vezes Brasil, Brasil, Brasil e cruzar da forma mais digna possível a linha de chegada, após exatas 9h37min de corrida ! </p>
<p><br />Foram 1.248 km percorridos desde janeiro até cruzar a linha chegada, alguns treinos com muita dor outros com muita alegria, momentos de certeza e outros de dúvidas, mas o mais importante de tudo é que reencontrei o meu caminho. Este caminho que é permeado com o que temos de mais nobre na vida : A VONTADE, desejo este de ir sempre além e que nos faz despertar e manter-nos sempre caminhando e evoluindo por esta longa estrada que chama-se VIDA. </p>
<p><br />Finalizando, gostaria de parabenizar os 49 guerreiros e guerreiras brasileiros que participaram bravamente da Comrades, tornando o Brasil o 2&ordm; maior grupo dentre os 42 países participantes : <br />Paulo Lacerda, Adauto Paiva, Marcelo Rodrigues, Sérgio Quaresma, Ariovaldo Branco, Marcos Hofig, Wilson Bonfim, Eduardo Rodrigues, Samuel Toledo, Nato Amaral, Alexandre Oliveira, Gilmar Ost, Ana Márcia Ost, André Arruda, Cadu Zahaan, Edson Bittencourt, Ederaldo Telles Filho, Maria Bernardino, Margaret Cullura, Jorge Luiz, João Prestes, Tânia Alves, Aurélio Zancopé, José Carlos da Silva Marques, Tatiana Cremonini, Paulo Vieira Souza, Fábio Brandão, Wagner Ricca, Ana Maria de Queiroz, Fabrício Menezes dos Santos, Cleiber Lobo, Antenor Sakamoto, Tomaz Lourenço, Regina Gastaldo, Agnaldo Oliveira, Paulo de Almeida, Maria Eugênia Sahagoff, José Silva, Fernando Alves, Amaury Braga, Rodolfo Nascimento, Roberto Rodrigues, Eduardo Brunetti, Anderson da Silva Marques, Cheng Guimarães, José Mendes Ferrão, Schosiro Shibata e Paulo Bonet ! <br />Agradeço especialmente meu amigo Nato que compartilhou comigo alguns treinos em plena selva e deserto africano, fato realmente inédito ! <br /><br />Obrigado e um forte beijo no coração de todos que participaram direta e indiretamente deste meu grande desafio e de toda minha preparação ao longo do ano, em especial para minha namorada Michele que está sempre ao meu lado ! <br /><br /><br />Ely Behar <br /><br /><br /></p></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/10/30/comrades-marathon--relato-de-ely-behar">Permalink</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=19855">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/10/30/comrades-marathon--relato-de-ely-behar#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[rodney.peixoto@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
			<comments><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/10/30/comrades-marathon--relato-de-ely-behar]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Tue, 30 Oct 2007 14:13:00 GMT]]></pubDate>
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		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Exclusivo - Entrevista com Dean Karnazes]]></title>
			<link><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/10/03/exclusivo--entrevista-com-dean-karnazes]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Entrevistas</a></div>			<div>Postado em 3/10/2007 14:00 por Rodney Peixoto</div><br/>		<p><p><img height="570" alt="" width="380" src="http://liverun.blogtv.uol.com.br/img/Image/LiveRun/2007/Setembro/Dean_Running.jpg" /></p>
Dean Karnazes concedeu essa entrevista exclusiva ao LiveRUN, mostrando uma simpatia e bom humor típicos de qualquer corredor.<br /><br />
<div style="MARGIN-LEFT: 40px"><span style="FONT-WEIGHT: bold">1. LiveRUN: Você já saiu pra correr hoje? Quantos quilômetros?</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> Eu corri 25K esta manhã. Parece ser o melhor jeito de começar o dia.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">2. LiveRUN: Descreva o que você sente sobre o runner&rsquo;s high.</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> Para mim, é melhor do que café pela manhã. O runner&rsquo;s high é um bem estar súbito que me faz sentir mais vivo do que quando não era um corredor.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">3. LiveRUN: Qual foi o seu melhor momento da vida de corredor? E o pior?</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes: </span>De todas as coisas doidas que fiz, de longe o melhor momento de minha vida de corredor foi correr uma 10K com minha filha em seu décimo aniversário. Esta foi minha conquista de que mais me orgulho. O pior foi apagar na Badwater, episódio que descrevo no meu livro.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">4. LiveRUN: Algum plano de correr no Brasil? E uma sessão de autógrafos?</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> O Brasil tem estado no topo da minha lista de países que quero visitar há um bom tempo. Tenho esperado bastante, então acredito que serei capaz de ver esse sonho se tornar realidade em breve. Meu português não é muito bom, mas vou trabalhar nisso.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">5. LiveRUN: Você tem alguma idéia sobre o número de pares de tênis que usou na sua vida de corredor?</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> Essa pergunta é engraçada. Gostaria de ter contado, mas eu imagino que o número está chegando à casa dos milhares.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">6. LiveRUN: Conte-nos sobre sua habilidade de comer pizza enquanto corre durante a noite toda*.</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> Essa pergunta é mais engraçada ainda! É uma arte, o que tem que fazer é enrolar a pizza toda como se fosse um grande tronco, mais ou menos como um burrito gigante. Na verdade é&nbsp; uma bagunça e a coisa toda cai em cima de você, mas e tão bom que vale a pena. Como é a pizza no Brasil?<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">7. LiveRUN: Depois de uma ultra, qual e o seu tempo de recuperação, em média?</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes: </span>Meu tempo de recuperação normalmente é muito rápido, talvez uma semana ou duas. Algumas vezes eu corro o caminho de volta das ultras para melhorar meu tempo de recuperação.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">8. LiveRUN: O que você sabe sobre os corredores do Brasil?</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> Alguns dos melhores do mundo, sem mencionar um em particular. Eu aprendi a apreciar e amar o espírito brasileiro, tanto em corridas como na vida.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">9. LiveRUN: Você normalmente faz exercícios de alongamento? Quais?</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> Pra dizer a verdade, eu não alongo. Tentei, mas não pareceu me ajudar muito. Então, eu não alongo.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">10. LiveRUN: Algum grande desafio à vista?</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> Eu estou trabalhando em alguns desafios realmente grandes. Quando eu tiver a logística pronta, irei postar a aventura em meu website, www.ultramarathonman.com.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">11. LiveRUN: Uma mensagem para os leitores do LiveRUN.</span><br /><span style="FONT-STYLE: italic">Dean Karnazes:</span> É uma honra ser entrevistado pelo LiveRUN. Desde que a versão em português do meu livro foi publicada, tenho recebido algumas maravilhosas mensagens do Brasil. Sou grato para sempre.<br />Eu aguardo ansiosamente poder visitar o seu grande país e encontrar muitos de vocês. E, é claro, sair pra correr! Até lá, desejo a todos muitas felicidades!<br /></div>
<br />*em seu livro, Dean Karnazes descreve como corre a noite toda com um celular e cartão de credito, e pede pizza para ser entregue em algum ponto da estrada onde estiver.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/10/03/exclusivo--entrevista-com-dean-karnazes">Permalink</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=6486">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/10/03/exclusivo--entrevista-com-dean-karnazes#comments">Comentários [3]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[rodney.peixoto@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
			<comments><![CDATA[http://liverun.blogtv.uol.com.br/2007/10/03/exclusivo--entrevista-com-dean-karnazes]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Wed, 03 Oct 2007 14:00:00 GMT]]></pubDate>
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